Muitos acham que as coisas acontecem ao acaso. Que não existe o destino. Não existe um Carma.
Acredito que minha vida prova ser o contrário. Nela eu já fiz de tudo: chorei, dancei, brinquei e até mesmo briguei...Pois já dei as costas para ela uma vez... fumei maconha e fui a woodstock. Foi lá onde conheci a mãe de meus dois filhos, a Bruna.
Amar a vida foi diferente de amar a mulher ou os filhos. Por mais que você dê as costas a ela, ela nunca se divorciou ou saiu de casa. Pois é, foi assim a minha vida. Divorciado aos 52 anos, aposentado e com 2 filhos.
E onde é que entra a história de Carma nisso tudo? Acredito que em minhas conquistas e desejos impostos aos outros me trouxeram o sucesso, mas todo o resto me trouxe essa gratuidade com que vejo em me relacionar com meus sentimentos.
Era numa quarta-feira de verão, o dia ensolarado me trazia sono. Estava sentado no banco do carro com minha mulher ao lado. E nós íamos para a casa do nosso filho. Após um longo tempo ouvindo antigos blues, Bruna rompeu a melodia e disse: Não sinto mais nada... Não sei o que fazer... Minhas memórias que foram bombardeadas por longo período usando drogas e alcool, faiscaram como um relâmpago... Uma longa promessa de amor mútuo que tínhamos construído lá no passado, desabou. Ela me lembrou porque e como nós tínhamos ficado juntos... Até tentei um diálogo de conciliação... Mas foi em vão. O que mais me assustou, recordando e relatando esse acontecimento, foram meus sentimentos naquele momento. Não senti nada. Toda aquela conversa onde dizíamos que tipo de adulto não gostaríamos de ser, toda aquela força jovem que envolvia todos com o amor, Todas aquelas noites em que olhávamos para o céu estrelado e ficávamos deitados uns ao lado dos outros cantando e sorrindo... Isso tudo passou em minha cabeça. E mesmo assim, eu não senti nada.
Chegamos na casa de nosso filho para passar o natal. A família toda junta e nós nem sequer tocamos no assunto. Acabou o feriado e o divórcio foi rápido e tranquilo. Nossos filhos não gostaram, mas aceitaram.
Acho que se eu fosse mais jovem, eu não teria suportado aquilo tudo. A companheira de uma vida toda abandonar-te numa simples frase que demostra fraqueza de meia idade?
Mais tarde entendi que não era a falta de amor ou falta de sensibilidade aos outros que me fez perder um ouvido pra me ouvir... Era sim o excesso de satisfação e de gratuidade com que eu levava meus sentimentos em relação aos outros.
A importância com que eu tinha em relação aos outros me fez com que eu ficasse insensível aos meus próprios sentimentos... O que eu sentia, não importava... Meus sentimentos não tinham valores para mim... Bruna odiou isso ao longo dos anos.
Ao relatar isso, me vêm lágrimas aos olhos... E esse tratamento de choque contra a insensibilidade aos meus próprios sentimentos, funcionou. Perdi um par de ouvidos... Mas ganhei um coração... Um coração que me fez sentir o amor pela vida.
Apreciação;
Cada um de um modo, cada um de uma maneira.
Apreciamos as relações pessoais... ou não...
Pense bem antes de abordar um estranho. Ele pode te mudar!!
Cada um de um modo, cada um de uma maneira.
Apreciamos as relações pessoais... ou não...
Pense bem antes de abordar um estranho. Ele pode te mudar!!
Tuesday, 28 December 2010
Monday, 27 December 2010
Arte de seduzir?... A arte de pagar... e a arte de amar... e talvez mudar...
Noites sem sono... Pupilas dilatadas... Lua cheia. Tudo indica minha excitação instintiva.
Mas amanhã tenho que trabalhar, e o casal ao lado não para com a dança.
Muitos dias o silêncio é o meu maior amigo. Ele não tem desejos e nem vontades, é como se fosse um filho bastardo... Mas hoje ele foi dispensado.
Minha personalidade não permite boas relações humanas. Uma vez até tentei, mas tudo que ganhei foi a frieza e falta de afeto com que aprendi a abraçar um próximo. Tudo se tornou tão frio e animal... Nem mais um simples gozo com a vida é aceitável para mim. Tudo se tornou sistemático. E lá estou eu. Ligando para Carla.
Para mim, o sexo é a satisfação carnal... Meu gozo se junta a sublimação emocional... Mas essa sublimação é imperfeita... A beleza que existe por trás dessa fria troca de interesses é puramente erótica... Esses lábios tão macios que me beijam essa noite foram comprados...
O despertador toca, e eu me levanto como se fosse uma programação. O quarto está bagunçado e desarrumado. Se este quarto fosse de um hotel, se não soubessem quem e como eu sou, diriam que a noite foi romântica. Mas a verdade bate em minha cabeça na hora de sair para trabalhar. Trabalhar para pagar os lábios que me amaram ontém a noite.
Não sei o que é... Acho que assim é mais prático... Assim ninguém se machuca... O problema sou eu... Sou muito egoísta para me relacionar com alguém... Nunca senti um amor verdadeiro... Isso tudo já foi dito e redito... Mas o telefone da Carla está na geladeira. E ela não me ama... e nem eu amo ela...
Uma vez eu perguntei a Carla porque ela fazia aquilo... sendo ela tão bonita e não aparentava ter necessidade de dinheiro. Sedutora, Carla respondeu: Uma vez eu tentei, mas o problema é comigo mesmo... não consigo amar alguém... acho isso tão... falso... Então por que não? decidi satisfazer meus desejos num "trabalho" extra...Não disse nada. Depois de um tempo de silêncio e uns beijos ela me perguntou porque eu a pagava.
Eu disse que ela era a mais parecida com minha amada na qual havia falecido ainda na adolescência(uma grande mentira).
De uma certa forma eu vejo uma beleza em nossas vidas... Posso até mesmo compará-las a uma arte. Nossas vidas são bagunçadas de uma certa forma... Tanto a minha quanto a da Carla. A beleza de seguir o que a natureza nos manda é o que eu vejo. Nós temos desejos e vontades sim! somos animais que nos elevamos a uma categoria superior que chamamos de humanos e nos achamos donos desse mundo. Mas somos tão selvagens e agimos tão instintivamente como primatas. Não estamos contrariando a natureza... Não dizemos palavras hipócritas sobre o amor... Apenas agimos conforme nossos corpos mandam. Nenhum valor moral comanda a mim ou a Carla. Vestimos uma máscara social que nos camufla nessa selva chamada sociedade... Não podemos ser predados ainda. Eu pago a Carla e seus lábios navegam pelo meu corpo.
Esse movimento calculado arrepia minha pele... Seu suspiro me dá cócegas... Sua voz me excita. Essa arte de seduzir... Não por amor... Mas por seguir um instinto animal de satisfação me agrada... E as conversas que dispensam meu filho bastardo muitas vezes também me agradam...
As vezes penso como seria se a Carla estivesse em casa quando eu chegasse do trabalho... Mas não, não... Isso talvez seria algo chamado "amor"...
Por isso eu acho que a vida é uma arte que nunca ficará pronta... ela está sendo feita... mas nunca chegaremos a terminá-la... Quando morrermos, ela ficará nas memórias de uns, outros ficarão na memória de outros que não me conhecem. E esses que não me conhecem não chegarão a ver a minha arte... E assim ela será perdida no tempo. Mesmo assim eu ainda tenho o telefone da Carla em minha geladeira... Mas na pia do banheiro há duas escovas... Na cama, dois travesseiros... E pregada na parede, há uma foto. Uma foto com duas pessoas... Eu e a Carla...
Mas amanhã tenho que trabalhar, e o casal ao lado não para com a dança.
Muitos dias o silêncio é o meu maior amigo. Ele não tem desejos e nem vontades, é como se fosse um filho bastardo... Mas hoje ele foi dispensado.
Minha personalidade não permite boas relações humanas. Uma vez até tentei, mas tudo que ganhei foi a frieza e falta de afeto com que aprendi a abraçar um próximo. Tudo se tornou tão frio e animal... Nem mais um simples gozo com a vida é aceitável para mim. Tudo se tornou sistemático. E lá estou eu. Ligando para Carla.
Para mim, o sexo é a satisfação carnal... Meu gozo se junta a sublimação emocional... Mas essa sublimação é imperfeita... A beleza que existe por trás dessa fria troca de interesses é puramente erótica... Esses lábios tão macios que me beijam essa noite foram comprados...
O despertador toca, e eu me levanto como se fosse uma programação. O quarto está bagunçado e desarrumado. Se este quarto fosse de um hotel, se não soubessem quem e como eu sou, diriam que a noite foi romântica. Mas a verdade bate em minha cabeça na hora de sair para trabalhar. Trabalhar para pagar os lábios que me amaram ontém a noite.
Não sei o que é... Acho que assim é mais prático... Assim ninguém se machuca... O problema sou eu... Sou muito egoísta para me relacionar com alguém... Nunca senti um amor verdadeiro... Isso tudo já foi dito e redito... Mas o telefone da Carla está na geladeira. E ela não me ama... e nem eu amo ela...
Uma vez eu perguntei a Carla porque ela fazia aquilo... sendo ela tão bonita e não aparentava ter necessidade de dinheiro. Sedutora, Carla respondeu: Uma vez eu tentei, mas o problema é comigo mesmo... não consigo amar alguém... acho isso tão... falso... Então por que não? decidi satisfazer meus desejos num "trabalho" extra...Não disse nada. Depois de um tempo de silêncio e uns beijos ela me perguntou porque eu a pagava.
Eu disse que ela era a mais parecida com minha amada na qual havia falecido ainda na adolescência(uma grande mentira).
De uma certa forma eu vejo uma beleza em nossas vidas... Posso até mesmo compará-las a uma arte. Nossas vidas são bagunçadas de uma certa forma... Tanto a minha quanto a da Carla. A beleza de seguir o que a natureza nos manda é o que eu vejo. Nós temos desejos e vontades sim! somos animais que nos elevamos a uma categoria superior que chamamos de humanos e nos achamos donos desse mundo. Mas somos tão selvagens e agimos tão instintivamente como primatas. Não estamos contrariando a natureza... Não dizemos palavras hipócritas sobre o amor... Apenas agimos conforme nossos corpos mandam. Nenhum valor moral comanda a mim ou a Carla. Vestimos uma máscara social que nos camufla nessa selva chamada sociedade... Não podemos ser predados ainda. Eu pago a Carla e seus lábios navegam pelo meu corpo.
Esse movimento calculado arrepia minha pele... Seu suspiro me dá cócegas... Sua voz me excita. Essa arte de seduzir... Não por amor... Mas por seguir um instinto animal de satisfação me agrada... E as conversas que dispensam meu filho bastardo muitas vezes também me agradam...
As vezes penso como seria se a Carla estivesse em casa quando eu chegasse do trabalho... Mas não, não... Isso talvez seria algo chamado "amor"...
Por isso eu acho que a vida é uma arte que nunca ficará pronta... ela está sendo feita... mas nunca chegaremos a terminá-la... Quando morrermos, ela ficará nas memórias de uns, outros ficarão na memória de outros que não me conhecem. E esses que não me conhecem não chegarão a ver a minha arte... E assim ela será perdida no tempo. Mesmo assim eu ainda tenho o telefone da Carla em minha geladeira... Mas na pia do banheiro há duas escovas... Na cama, dois travesseiros... E pregada na parede, há uma foto. Uma foto com duas pessoas... Eu e a Carla...
Thursday, 28 October 2010
Cherry blossom
De repente, não mais do que de repente... Assim é a vida! Dizia uma pessoa.
Ela percebeu que tudo é bom quando nada está errado. A partir dai ela realmente deu valor aos seus sentimentos... ela percebeu que a dor a qual cada pessoa carrega dentro de si, na verdade, é o mapa para o interior da alma. Esse mapa é construído de histórias pessoais e memórias de profundos sentimentos onde cada momento merece o seu destaque.
O mapa que revela essas memórias não teriam valor algum para um estranho... Pois elas são recordações pessoais. Mas para as pessoas que amamos, para com quem viajamos nessa grande caça ao tesouro... E para aqueles que queremos nada mais do que o bem... Esse mapa... Esse mapa simplesmente não poderia ter um destino. A busca ao tesouro não poderia chegar ao fim... Nunca!
Chegar ao fim dessa jornada, significaria, acima de tudo, lembrar de um passado e se encontrar num profundo estado de nostalgia, arrependimento ou saudades... Esses sentimentos não conseguem manter uma pessoa com mágoas caminhando.
Pois então repito: De repente, não mais do que de repente. Assim é a vida! As coisas acontecem ao acaso. Se isso se chama destino? Não sei. A única coisa boa nisso é que, você não saberá se tropeçou no caminho enquanto não estiver caído no chão. E se nenhuma mão for estendida a você, levante sozinho. Você saberá que tudo foi de repente, não mais do que de repente.
Ela percebeu que tudo é bom quando nada está errado. A partir dai ela realmente deu valor aos seus sentimentos... ela percebeu que a dor a qual cada pessoa carrega dentro de si, na verdade, é o mapa para o interior da alma. Esse mapa é construído de histórias pessoais e memórias de profundos sentimentos onde cada momento merece o seu destaque.
O mapa que revela essas memórias não teriam valor algum para um estranho... Pois elas são recordações pessoais. Mas para as pessoas que amamos, para com quem viajamos nessa grande caça ao tesouro... E para aqueles que queremos nada mais do que o bem... Esse mapa... Esse mapa simplesmente não poderia ter um destino. A busca ao tesouro não poderia chegar ao fim... Nunca!
Chegar ao fim dessa jornada, significaria, acima de tudo, lembrar de um passado e se encontrar num profundo estado de nostalgia, arrependimento ou saudades... Esses sentimentos não conseguem manter uma pessoa com mágoas caminhando.
Pois então repito: De repente, não mais do que de repente. Assim é a vida! As coisas acontecem ao acaso. Se isso se chama destino? Não sei. A única coisa boa nisso é que, você não saberá se tropeçou no caminho enquanto não estiver caído no chão. E se nenhuma mão for estendida a você, levante sozinho. Você saberá que tudo foi de repente, não mais do que de repente.
Wednesday, 27 October 2010
Somos livres!!... mas temos que nos comportar...
Teoricamente somos livres para fazer o que bem entendemos; mas o não é bem o que fazemos. Existe um "costume" universal de dizer o que é certo e errado. O que é certo? E o que é errado?
Matamos uma barata! Matamos um rato!! Matamos um HOMEM!!! qual a diferença? passamos praticamente a infância toda aprendendo sobre a civilização e o modo de ser humano.
Personificamos objetos ao lhes atribuir características "humanas", humanizamos comportamentos típicos de animais, elevamos a nossa própria imagem como se fosse a real aparência de Deus... Atribuímos a divindade com valores humanos... mas o que realmente podemos dizer sobre nós mesmos?
Somos divinos? Ou tudo que temos de importante é apenas uma especulação de valores predeterminados por várias gerações antepassadas que os fizeram-no apenas por diversão ou até mesmo por falta de opção...
Por que, agora então, as coisas erradas são erradas e certas são certas?
Que valores podemos mesurar na vida prática para punir uma pessoa que fez o lado oposto do legal? Porque é ilegal?
Se o errado é ser o oposto de certo, e o certo se formou por convenção de ser o oposto do errado... O errado foi eliminado por alguma razão... e se essa dualidade de atribuição para certos valores tiver muito tempo de história, de alguma maneira, estamos todos nós, certos?
Mas se todos nós estamos certos... por que há o errado?
Matamos uma barata! Matamos um rato!! Matamos um HOMEM!!! qual a diferença? passamos praticamente a infância toda aprendendo sobre a civilização e o modo de ser humano.
Personificamos objetos ao lhes atribuir características "humanas", humanizamos comportamentos típicos de animais, elevamos a nossa própria imagem como se fosse a real aparência de Deus... Atribuímos a divindade com valores humanos... mas o que realmente podemos dizer sobre nós mesmos?
Somos divinos? Ou tudo que temos de importante é apenas uma especulação de valores predeterminados por várias gerações antepassadas que os fizeram-no apenas por diversão ou até mesmo por falta de opção...
Por que, agora então, as coisas erradas são erradas e certas são certas?
Que valores podemos mesurar na vida prática para punir uma pessoa que fez o lado oposto do legal? Porque é ilegal?
Se o errado é ser o oposto de certo, e o certo se formou por convenção de ser o oposto do errado... O errado foi eliminado por alguma razão... e se essa dualidade de atribuição para certos valores tiver muito tempo de história, de alguma maneira, estamos todos nós, certos?
Mas se todos nós estamos certos... por que há o errado?
Monday, 25 October 2010
A cozinha da vida(bléh... ficou ruim demais!)
Em resposta ao puteiro....>>>>
Imagine um mundo onde seus sentimentos são como receitas...
para cada prato, existe uma exata proporção... para cada tempero, um sabor.
Seria muito mais fácil e menos claustrofóbico do que a realidade que as vezes é incoerente.
As vontades que temos de um determinado prato, são tão momentâneas quanto o tempo que usamos aqui pra falar sobre elas...(eu estava com vontade de bife agora de pouco... mas agora quero panqueca)
citar o sabor de uma determinada comida através da memória é difícil, mas não é tão estranho falar dela enquanto a comemos... Er... melhor dizendo: DEGUSTAMOS!
Acredito que a espontaneidade de um relacionamento é assim. Tudo tem suas horas e momentos certos para se apreciar. Pois imagine bem o que seria do cozinheiro se você fosse a uma cozinha italiana e pedisse um sushi de salmão... O cozinheiro teria conhecimento sobre o peixe, mas não sobre a alga marinha e arroz especial...
mesma coisa seria dizer se você gosta ou não da pessoa!(er! quero dizer, prato!!)
saber que você gosta da comida por ela ser gostosa é uma coisa... gostar da comida por ela ter um toque especial de hervas e especiarias exóticas é outra... Mas acaba tudo sendo a mesma coisa :(
não quero chegar a nenhum lugar com esse texto tolo...
Apenas digo que viver sem sabor é possível... o sabor é apenas algo a parte... não é essencial para viver...
Mas acho que conhecer apenas um sabor é muito frustrante.
Imagine um mundo onde seus sentimentos são como receitas...
para cada prato, existe uma exata proporção... para cada tempero, um sabor.
Seria muito mais fácil e menos claustrofóbico do que a realidade que as vezes é incoerente.
As vontades que temos de um determinado prato, são tão momentâneas quanto o tempo que usamos aqui pra falar sobre elas...(eu estava com vontade de bife agora de pouco... mas agora quero panqueca)
citar o sabor de uma determinada comida através da memória é difícil, mas não é tão estranho falar dela enquanto a comemos... Er... melhor dizendo: DEGUSTAMOS!
Acredito que a espontaneidade de um relacionamento é assim. Tudo tem suas horas e momentos certos para se apreciar. Pois imagine bem o que seria do cozinheiro se você fosse a uma cozinha italiana e pedisse um sushi de salmão... O cozinheiro teria conhecimento sobre o peixe, mas não sobre a alga marinha e arroz especial...
mesma coisa seria dizer se você gosta ou não da pessoa!(er! quero dizer, prato!!)
saber que você gosta da comida por ela ser gostosa é uma coisa... gostar da comida por ela ter um toque especial de hervas e especiarias exóticas é outra... Mas acaba tudo sendo a mesma coisa :(
não quero chegar a nenhum lugar com esse texto tolo...
Apenas digo que viver sem sabor é possível... o sabor é apenas algo a parte... não é essencial para viver...
Mas acho que conhecer apenas um sabor é muito frustrante.
Sunday, 24 October 2010
venha aqui meu caro!! ouça as palavras de quem não sobe no palco...
Tom suave, charme na fala e elegante. Todos querem marcar uma boa impressão. bom... pelo menos tentamos ter uma.
Então o que é diferente daqueles que dão certo e dos que sempre estão sozinhos? Meu amigo... essa é uma questão de acreditar. simplesmente tenha fé... Não?! é... calma aê pô!!
Tenho que antes explicar porque decidi escrever isso.
Me sinto muito tranqüilo quando estou só... falo sozinho e tudo mais.. mas, muitas vezes, isso dói. A dor é da falta de diálogo. Não por falta de conversar com pessoas em geral. A falta de diálogo do comprometimento(aquela conversa de casal).
Como assim cara!? - É isso mesmo.
Constantemente procuro prós e contras num relacionamento e sempre consigo me convencer de que estou melhor sozinho(embora fique nesse loop Filho da P*ta).
Dizem que um relacionamento amadurece a pessoa; Acho que nisso eu tenho que discordar.
Talvez eu diga isso por basicamente não acreditar naquelas histórias do tipo: "ai... minha vida mudou depois que te conheci" ou " voce é meu outro par da laranja...(ou qualquer outra fruta)". poxa! isso é tão ocasional!!
os bons observadores devem dizer que eu ainda não tenho experiências de vida o suficiente e etc... alguns outros devem dizer que eu ainda não encontrei meu outro par de laranja(porr@... tive que usar isso...). Na verdade eu acho que não é bem assim... Eu acho que já ví casos demais que deram errado. E conscientemente(ou in-) estou fazendo a escolha de permanecer neutro.
Aqueles que praticamente não acreditam no amor sempre estão sozinhos(meu caso). Mas como assim?! Não acredito no amor por isso estou sozinho? Ou vice-versa?!?!
A falta de opção me levou a essa opção ou a falta de vontade me deu essa opção?!
Ah bixo... estou muito cansado pra me comprometer em escrever sobre relacionamentos...
!!! ops!! acho que percebí o que acontece...
O relacionamento é discutido nas horas de cansaço... nas horas de fraqueza emocional(vocês sabem muito bem que porr@ que seria isso). Justo na hora de dar o supra sumo de seu comprometimento para o outro você erra... brocha ou fica com preguiça...
Aonde eu quero chegar? na verdade nem eu sei direito!! mas uma coisa eu posso te dizer...
Palavras não valem nada! Beijos muito menos!! Imagem? humn... ela só vale alguma coisa se for vista por outrem e não por sí mesmo. Mas essa mesma imagem pode ser ilusória.
Então o que é diferente daqueles que dão certo e dos que sempre estão sozinhos? Meu amigo... essa é uma questão de acreditar. simplesmente tenha fé... Não?! é... calma aê pô!!
Tenho que antes explicar porque decidi escrever isso.
Me sinto muito tranqüilo quando estou só... falo sozinho e tudo mais.. mas, muitas vezes, isso dói. A dor é da falta de diálogo. Não por falta de conversar com pessoas em geral. A falta de diálogo do comprometimento(aquela conversa de casal).
Como assim cara!? - É isso mesmo.
Constantemente procuro prós e contras num relacionamento e sempre consigo me convencer de que estou melhor sozinho(embora fique nesse loop Filho da P*ta).
Dizem que um relacionamento amadurece a pessoa; Acho que nisso eu tenho que discordar.
Talvez eu diga isso por basicamente não acreditar naquelas histórias do tipo: "ai... minha vida mudou depois que te conheci" ou " voce é meu outro par da laranja...(ou qualquer outra fruta)". poxa! isso é tão ocasional!!
os bons observadores devem dizer que eu ainda não tenho experiências de vida o suficiente e etc... alguns outros devem dizer que eu ainda não encontrei meu outro par de laranja(porr@... tive que usar isso...). Na verdade eu acho que não é bem assim... Eu acho que já ví casos demais que deram errado. E conscientemente(ou in-) estou fazendo a escolha de permanecer neutro.
Aqueles que praticamente não acreditam no amor sempre estão sozinhos(meu caso). Mas como assim?! Não acredito no amor por isso estou sozinho? Ou vice-versa?!?!
A falta de opção me levou a essa opção ou a falta de vontade me deu essa opção?!
Ah bixo... estou muito cansado pra me comprometer em escrever sobre relacionamentos...
!!! ops!! acho que percebí o que acontece...
O relacionamento é discutido nas horas de cansaço... nas horas de fraqueza emocional(vocês sabem muito bem que porr@ que seria isso). Justo na hora de dar o supra sumo de seu comprometimento para o outro você erra... brocha ou fica com preguiça...
Aonde eu quero chegar? na verdade nem eu sei direito!! mas uma coisa eu posso te dizer...
Palavras não valem nada! Beijos muito menos!! Imagem? humn... ela só vale alguma coisa se for vista por outrem e não por sí mesmo. Mas essa mesma imagem pode ser ilusória.
Wednesday, 2 June 2010
Tarde demais?
Sim... tarde demais.
Seus sentimentos não satisfazem minha paixão interior!! Suas mãos não conseguem mais tocar minha alma, sacudi-la...
Teu olhar agora, não passa de um olhar cruzado, como o da multidão que cruzo todos os dias sem me alarmar ou despertar interesse.
A vida é passageira; E os sentimentos também. Me preservei emocionalmente todos esses anos para sentir o doce e amargo sabor da desilusão. O primeiro sentimento era de alívio... e depois... depois não havia nada.
Os pensamentos que reforçaram a minha idéia de preservar os sentimentos até hoje, fracassaram. E você? você apenas não viu a minha paixão sendo descartada pelo seu ralo. Teu ralo egoísta.
Agora eu não sou mais virgem em sentimentos... vejo os sentimentos como algo supérfluo... E aquela cena de despedida de um casal? Aquela cena não me interessa mais!!
Seus sentimentos não satisfazem minha paixão interior!! Suas mãos não conseguem mais tocar minha alma, sacudi-la...
Teu olhar agora, não passa de um olhar cruzado, como o da multidão que cruzo todos os dias sem me alarmar ou despertar interesse.
A vida é passageira; E os sentimentos também. Me preservei emocionalmente todos esses anos para sentir o doce e amargo sabor da desilusão. O primeiro sentimento era de alívio... e depois... depois não havia nada.
Os pensamentos que reforçaram a minha idéia de preservar os sentimentos até hoje, fracassaram. E você? você apenas não viu a minha paixão sendo descartada pelo seu ralo. Teu ralo egoísta.
Agora eu não sou mais virgem em sentimentos... vejo os sentimentos como algo supérfluo... E aquela cena de despedida de um casal? Aquela cena não me interessa mais!!
Tuesday, 1 June 2010
Da paixão se movem montanhas.
Uma vez subi numa montanha de onde eu conseguia ver as nuvens bem lá abaixo dos meus pés... O sol brilhava de uma forma que eu nunca tinha visto. O mais atraente e sedutor dos fenômenos, era sem dúvida, o silêncio inquietador. Um silêncio rarefeito que não permitia pensamentos supérfluos. Me senti tão livre e feliz diante da imensidão do mundo que bateu uma vontade de nunca mais descer daquela montanha...
A noite era calma mas muito fria. Mesmo no verão as temperaturas chegavam a 3 a 4 graus centígrados. A breve experiência de liberdade interior acabou quando o feriado chegava ao fim... Segunda-feira, 7 horas, batendo o cartão na empresa lá eu estava. Pronto pra mais uma dura e cruel realidade de fracasso na vida.
Essa montanha com certeza influenciou meu modo de sentir o mundo. Não passamos por experiências em vão... Não sentimos dores por pecar, não sentimos culpa por deixar passar, não vemos a tristeza de outros em nossa alegria, não sabemos como consolar uma pessoa sem um abraço ou palavras acolhedoras em momentos de tristeza.
Palavras gélidas em momentos de profundas mágoas, parecem icebergues que batem na proa de sua arca emocional. Essas palavras podem também endurecer o seu casco, e dificultar a atracagem do seu coração e mente na realidade... Mas agora pare e pergunte: o que é a realidade? O mar cheio de tempestades e icebengues impossível de navegar? Ou esse terreno plano e verde, onde até mesmo as mais belas flores, escondem por trás, o mais doloroso e cruel veneno?
A montanha me fez pensar. Bem no alto daquela montanha, o silêncio me fez parar. Mas aquele cenário iluminado, não me fez esquecer, não me fez sonhar... me manteve bem acordado... me manteve protegido.
A luz ainda é visível... Por mais longo que seja o túnel, eu ainda vejo a luz passar pelo meu lado.
A noite era calma mas muito fria. Mesmo no verão as temperaturas chegavam a 3 a 4 graus centígrados. A breve experiência de liberdade interior acabou quando o feriado chegava ao fim... Segunda-feira, 7 horas, batendo o cartão na empresa lá eu estava. Pronto pra mais uma dura e cruel realidade de fracasso na vida.
Essa montanha com certeza influenciou meu modo de sentir o mundo. Não passamos por experiências em vão... Não sentimos dores por pecar, não sentimos culpa por deixar passar, não vemos a tristeza de outros em nossa alegria, não sabemos como consolar uma pessoa sem um abraço ou palavras acolhedoras em momentos de tristeza.
Palavras gélidas em momentos de profundas mágoas, parecem icebergues que batem na proa de sua arca emocional. Essas palavras podem também endurecer o seu casco, e dificultar a atracagem do seu coração e mente na realidade... Mas agora pare e pergunte: o que é a realidade? O mar cheio de tempestades e icebengues impossível de navegar? Ou esse terreno plano e verde, onde até mesmo as mais belas flores, escondem por trás, o mais doloroso e cruel veneno?
A montanha me fez pensar. Bem no alto daquela montanha, o silêncio me fez parar. Mas aquele cenário iluminado, não me fez esquecer, não me fez sonhar... me manteve bem acordado... me manteve protegido.
A luz ainda é visível... Por mais longo que seja o túnel, eu ainda vejo a luz passar pelo meu lado.
Tuesday, 5 January 2010
Coisas não acontecem por acaso!
Situações que ocorrem aleatoriamente e que por serem tragicamente desastrosas são constantemente mistificadas por aqueles que a presenciaram.
Muitas pessoas preferem deixar a responsabilidade dos eventos aleatórios(inexplicáveis) por conta de uma entidade superior ou inexistente(Deus, destino entre outras coisas).
Um dos motivos da mistificação de tais eventos, é a não compreensão total daquela situação(evento).
Até pouco tempo(uns 300 anos?) a os quatro elementos(terra, água, fogo e ar?) eram tudo que formavam a terra e seus habitantes... e mais uma pitada de existência sagrada que criou os quatro elementos. Embora esse exemplo seja muito tolo...
quero resumir que: Nada acontece por acaso... mas sim por fatores aleatórios que somados causam essa sensação de "acontecimentos improváveis" que mistificam o verdadeiro acaso que está por trás de um acontecimento...
humm... ficou difícil entender o que eu disse...
Mas como podemos imaginar tais coisas?
Desde pequenos, com todo o convívio que temos com nossos familiares e todas as outras pessoas nos influenciaram a pensar dessa maneira.
e isso "molda" nossos pensamentos até certo ponto(metade) e a outra metade que completa a laranja é o aprendizado.
bah,,, nem sei porq estou escrevendo sobre um tema tão plausível de ser discutido num blog lido por ninguém ¬¬
Situações que ocorrem aleatoriamente e que por serem tragicamente desastrosas são constantemente mistificadas por aqueles que a presenciaram.
Muitas pessoas preferem deixar a responsabilidade dos eventos aleatórios(inexplicáveis) por conta de uma entidade superior ou inexistente(Deus, destino entre outras coisas).
Um dos motivos da mistificação de tais eventos, é a não compreensão total daquela situação(evento).
Até pouco tempo(uns 300 anos?) a os quatro elementos(terra, água, fogo e ar?) eram tudo que formavam a terra e seus habitantes... e mais uma pitada de existência sagrada que criou os quatro elementos. Embora esse exemplo seja muito tolo...
quero resumir que: Nada acontece por acaso... mas sim por fatores aleatórios que somados causam essa sensação de "acontecimentos improváveis" que mistificam o verdadeiro acaso que está por trás de um acontecimento...
humm... ficou difícil entender o que eu disse...
Mas como podemos imaginar tais coisas?
Desde pequenos, com todo o convívio que temos com nossos familiares e todas as outras pessoas nos influenciaram a pensar dessa maneira.
e isso "molda" nossos pensamentos até certo ponto(metade) e a outra metade que completa a laranja é o aprendizado.
bah,,, nem sei porq estou escrevendo sobre um tema tão plausível de ser discutido num blog lido por ninguém ¬¬
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